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sábado, 19 de novembro de 2011

PERDIDA

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Tudo que levo são os sonhos que carrego na mala
Um tênis velho, um jeans batido
Uma vontade reprimida e um violão nas costas
Os meus pensamentos confusos e a intuição
Carregando lembranças tolas na mochila
Pelo chão de terra vermelha
Feito cigana vou, andando vida a fora
Se todo vissem meu real estado
Ao ver meu sorriso, chorariam comigo
Sem certeza de que lado andar
Seguindo leve, sem máscaras ou mentiras
Sem rumo vejo a noite chegar
Será que as estrelas e a lua vão iluminar
 Meus passos pela noite nebulosa
Ouvindo ruídos estranhos
E as batidas do meu coração
Mas eu não quis voltar para casa
Já era tarde e eu adormecia
Sem saber se iria acordar
 Sem querer nada
Senti sede, não encontrei nada
Queria comida mas estava sozinha na estrada
Senti fome, fome de vida
Eu quis muito fugir
Tanto que em minha própria fuga me perdi
A paisagem estranha, parecia vazia
Das escolhas ficaram as cicatrizes
Dançando estrada a fora
Mesmo perdida continuo a caminhar
Em busca da terra do nunca
Em busca do que eu sei que não vou encontrar

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

NÃO TRAZ VOCÊ DE VOLTA



Desenterrando as lembranças

de dentro de mim
os sorrisos, as lagrimas
as tristezas, você
Só restam as velhas fotos
que guardam os momentos
as alegrias, o seu olhar
E vem o aperto que comprime meu peito
a falta que você faz
Os dias passam
O tempo não para
Seus olhos não me guiam mais
Me perco na imensidão
As cores não vibram
O sorriso é fraco
Os dias estão vazios
Em meu quarto escuro
entre as paredes mortas
As lembranças são nítidas
Passam como vídeos
As lagrimas vem, não param de cair
Procuro no céu uma razão
Mas isso não traz você de volta para mim
As ilusões não cessam
Me perco mais fundo
Procurando você, procurando alguém
Procurando consolo
É como o som das ondas que arrebentam na praia
Segue essa pobre alma de coração partido
Despedaçado como se arrebentasse mais a cada lembrança
As folhas caem, mudam as estações
Mas aqui o vento ainda sopra frio
Eu fujo sem rumo correndo noite a fora
A pouca iluminação embasada pela chuva
Que lava as lagrimas de meu rosto
Já não guia meus passos

Na rua deserta andando sozinha
O medo não faz mais parte de mim
Eu busco o final
Arrancar esse sentimento em fim
Meus gritos ecoam no silencio
É hora de enterrar as lembranças para nunca mais
Eu vou ser melhor sim
Mas isso não traz você de volta para mim.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

REFLEXO


Eu sou  como corvo
O guardador de almas
Alimentado da morte
Senhor da noite
Sou o pássaro de fogo
Que nasce das cinzas
Que se liberta das chamas
Aquele que é intocável
Que está aí em cima
e nós aqui embaixo
Sou a coruja que vigia a noite
Que vive nas sombras
Sou  o desconhecido
Sou o que não existe
Sou o que os olhos não vêem
Perdida nos gritos de minha mente
Sigo . . .
Atuando vida a fora
A vida não passa de uma farsa
Uma mentira da qual fazemos parte
Atuando o tempo todo
Quem sou?
Não sei !
Diga você quem é
Lobo  das noite frias
Que uiva seu pranto solitário
Para lua que lhe faz companhia
Sozinho no seu mundo
O mundo que criamos para nós
em nossas mentes manipuladas
Na vida que manipulamos
Não pensamos,
E o silencio nos mata
O vazio nos consome
Sou a águia sempre sábia
Predadora fatal
Voando só nas alturas
De pouso leve
De garras afiadas
Eu sou o anjo de fumaça branca
Que veste preto
Eu sou o que você quiser que eu seja
Eu sou como você me vê
Eu sou o amante das sombras
Eu sou o imperfeito
Eu sou o pressagio, sou a imensidão
Sou o sorriso sem brilho
A chuva em um dia frio
Sou a tristeza de quem sofre sozinho
Em um mundo vazio!



quinta-feira, 7 de abril de 2011

Maldade não é ?!


 De repente você viu  que perdeu
 O chão sumiu
A raiva tomou teu ser
Mas como se você não queria?
Quando se perde, você quer aquilo mais que tudo
Aquilo que já não te pertence
A arte de ser egoísta
Sábio é aquele que da valor antes de perder
Você não quer o que não inveja
Você deseja o que sabe que não pode ter
Não se odeia o fraco
Tudo que odeia, odeia por que inveja
Odeia por que queria
A pura ambição que nos move
 Nos faz quebrar conceitos
Regras, valores
Aceitação, ser igual a todos, não!
Ser mais, ser melhor
Ser invejado, como você os inveja
Maldade não é?!
Quantas mentiras
Quanto ressentimento e sorrisos falsos
Quantos olhares disfarçados
Quanta sujeira de baixo do tapete
Nada é o que o parece ser entre portas fechadas
sussurros, olhares, risos
Maldade não é?
Egoísmo, é querer só pra si
Egoísta eu não, só os outros
Faces, mentiras . . .
 e você gosta da forma como dói.
Maldade não é ?!


sexta-feira, 1 de abril de 2011

OS FINS JUSTIFICAM


Quantos pecados você já cometeu
Quantas vezes se arrependeu
Teve medo, errou, fugiu
Quantas vezes você trocaria
A eternidade por algo que nunca vai poder ter
Abaixou a cabeça e chorou, suplicou
Quis de volta o que perdeu
A vida é assim
Existem crimes permitido
E você continua nas ruas da ilusão
Buscando respostas que não tem
Que nunca encontrará
Caminhando sozinho
Você tentou afinal
Está rendido, você deu o melhor de si
Viveu cada minuto e se pergunta e agora?
Teve esperanças, sentiu o vento ao encontro de seu rosto
Mas já não tinha seu perfume
 Você quis viver mais, queria mais tempo
Escapou entre seus dedos feito poeira
Acabou  para nunca mais
Sentiu algo estranho sufocando seu peito
Uma dor incontrolável
Fugiu tudo de sua mente
Se sente vazio,
Parece que nada jamais vai lhe preencher
Enfim você está vivo
E assim é a vida cheia de perdas
Mas perdas são as provas de que se está vivo
De que ali existe um coração pulsando
Mesmo que apertado continua.

sábado, 26 de março de 2011

AMANHÃ É OUTRO DIA


Um dia você olha para trás 
Vê tudo que já passou
Pensa nos erros
Em tudo que você nunca poderá mudar
Você sente a derrota
A vontade de poder fazer de novo
Se sente impotente 
 Percebe tudo que perdeu
Tudo que não vai voltar nunca mais
E você fica tão cansada de tudo
Das coisas que apesar do tempo
permanecem dentro de ti
Coisas que costumavam te cativar
Agora lhe assombram
 Nada vai mudar
As feridas sempre vão estar ali
Lembranças nunca esquecidas
Por que seu passado faz parte 
de quem você é
E para sempre  estará contigo
Os erros, os arrependimentos
Até não existir e mesmo assim 
Estará nas memórias de outras pessoas
existem coisas irremediáveis, insuperáveis
 Inesquecíveis, coisas que você queria viver
Outras que você nem queria que existissem
Apesar de todos os erros sobrevivemos
pelo menos uma parte de nós sobreviveu
Pois um novo dia sempre chega
Amanhã você pode fazer diferente
mesmo que tudo que já tenha feito
Ainda esteja dentro de ti te consumindo
Um novo dia
Mesmo que não de para concertar
Pode começar outra nova
As vezes é preciso desistir para conseguir 
seguir em frente.

domingo, 20 de março de 2011

VIVER


A vida é perfeita
Quando se venda os olhos
para todos os problemas
quando as quedas já passaram
Tem dias que você tem vontade de desaparecer
outros dias de pular e dançar
viver é algo complicado
e deixar tudo de lado parece a melhor saída
A morte é fácil, calma, tranquila
Viver é difícil, você sofre você sorri
 você ama e não é correspondido
Você se entrega, desiste
você levanta e segue
e por mais que você tente entender
Você não entende nem a  si mesmo
e isso é confuso
Mas por mas que as lágrimas venham
as tristezas e decepções nos testem
nós precisamos continuar vivos
Pois precisamos saber como
Essa história termina.



sábado, 19 de março de 2011

O CAMINHO

As vezes ardo demais
longo ou curto
Desanimador
Afugenta, muitas vezes traiçoeiro
E você se pergunta
Realmente vale a pena?
Você se perde então
A escuridão toma conta
A confusão atormenta a lucidez
E você perde o chão
Procura o fim
mas não encontra
Entra em desespero
O fracasso lhe cerca
E você desiste
 não pode se entregar você pensa
Mas o medo lhe domina
Está tudo em sua cabeça
Mantenha a postura, respire
Abra os olhos e busque a luz
Se jogue do abismo
Viva intensamente
O caminho só termina
quando você se entrega
Corra riscos
Siga mesmo que aja pedras
empecilhos, espinhos
Parar no meio e deixa o tempo passar
não resolve nada
não traz de volta
mesmo destruído
É preciso seguir
O caminho não tem fim.

quarta-feira, 16 de março de 2011

SAUDADE


É como se você perdesse algo
Mas não por esquecimento
 por distância, por que está longe
Sente falta, uma falta tão grande
Nem sabe explicar
Você se pergunta porque tem que ser assim
Do nada lagrimas caem
As lembranças tomam conta dos pensamentos
O vazio chega invadindo tudo
A distancia é perversa com quem ama
A saudade volta sempre volta
A vontade de sair correndo
Pra junto de quem se quer estar perto
E a impotência te consome
A angustia, o medo, a solidão
Tudo não passa
De uma enorme saudade
Do que já passou,
Do que não existiu
Do que está por vir!

sábado, 12 de março de 2011

SOBRE DOR E CRESCER


Hoje acordei e estava tudo bem
O mundo continuou girando
As lojas abriram normalmente
Os pássaros cantaram, as pessoas foram trabalhar
Meu corpo se sentia estranho
Eu com certeza não era a mesma
A vida continuava
E pra mim isso não fazia diferença
Sabe quando você sente que perdeu
Perdeu algo que é muito importante e nunca mais vai ter
Você perde a doce inocência do “para sempre”
E descobre como as coisas realmente são
Que ninguém se importa com a sua dor
E você tem vontade de correr,fugir
Para aquele tempo onde você era inocente
E não conhecia esse mundo cruel
Você vivia para o amor
Amava as pessoas e achava que elas iriam te amar também
Até que o primeiro garoto lhe machucou
Mas você superou, não deixou de acreditar
Mas isso se repetiu muitas vezes
Nossa quantos tombos e emboscadas da vida
E hoje você está cansada, destruída
E você descobre que é insignificante
Por que ninguém passa  a mão sobre sua cabeça
O mundo cor de rosa se quebrou
E você cresce, a dor faz crescer
E você se torna uma mulher
Madura, forte e triste
Que esconde as lagrimas
E não acredita mais no amor
Não se entrega mais a paixões
Gosta de tratar mal que gosta de você
Perdeu a doce inocência e malicia de viver
A alegria de menina moleca
Você cresceu a decepção faz crescer
E não passa de uma adulta chata
Como todo mundo
Perdeu seu “especial”
Para ser apenas mais uma
Mas a dor faz crescer
A culpa é da vida não é?



sexta-feira, 11 de março de 2011

IDENTIDADE


Por muitas noites eu tive medo
Cobri  a cabeça com uma coberta
Esperei que os fantasmas se fossem
Vendei os olhos
Fui quem eu não era
Acreditei nas mentiras
Perdia razão
É ouve um tempo em que não
Pensei com clareza
Vive outra pessoa
Mas quem disse que saber quem somos é fácil
Aquela garota frágil, que lê livros, e curte a solidão
Ou talvez aquela que sonha, que se desiludiu
Que já se apaixonou e o garoto não ligou no dia seguinte
Que fez muita merda
Aquela que teve muito medo de ser ela mesma
Aquela que chora no seu quarto escuro
Quem realmente eu não sei
Só sei que aquela garota que gostava de chorar
Não gostava de chorar apenas  gostava de alguém
Um alguém errado
Mas não parou de sonhar apenas tirou ele de seus sonhos.




terça-feira, 8 de março de 2011

TEMPO AO TEMPO


Nem o tempo é capaz
Eu te busco em meus delírios
Por que você não se decide afinal
O que está feito está feito
Eu fui paciente
Eu entendi
Fingi, mudei, amei
ignorei os defeitos
Você precisa se decidir
É preciso correr riscos
Sempre sou a segunda opção
Você é a primeira em minha vida
Os delírios continuam
Enquanto você
 Se esconde atrás dos livros
Vive a sombra de seus amigos
Perto deles você é um idiota
Tira essa mascara droga
Agora eu já me decidi
Dei tempo ao tempo
Mesmo que eu não possa sorrir
Hoje eu vou viver cansei de te esperar
Tchau cansei de você.

segunda-feira, 7 de março de 2011

O FUNERAL


Eu continuo presa a esse sentimento
Veja como estou agora
Braços rendidos ao chão
A cada segundo mais perto do fim
Morrendo lentamente
Vendo você mais distante
Em um vale de dor
perdida
Vai ficar aí me olhando queimar
Eu tinha planos perfeitos
Eu sonhei sonhos por nós
Objetivos eu tracei também
Mas você não quiz
A perda dói tanto falta um pedaço de mim
Porque estão todos tristes?
As paredes estão se fechando
A inércia envolve meu corpo
Nem ao menos consigo sentir dor
Minha alma grita
Mas o que está acontecendo?
Está tudo caindo ao meu redor
Faz isso parar
Não me deixe sozinha estou com medo
Vai me deixar aqui queimando
Vai ficar me vendo morrer
Você está tão sereno no terno preto
Todos estão
Que ar de culpa
O feixe de luz está sumindo
O tempo esta acabando
O ar está cada vez mais frio
É sua ultima chance
Estou caindo do abismo
 Estou tão cansada de lutar
Devolva tudo que te dei
Meus beijos em seus lábios
 e os abraços também.
Está ficando escuro
Meus olhos estão pesados
não me deixe aqui
Tudo que eu queria era ouvir de novo
eu te amo de seus lábios
Estou morrendo eu sei
Minha pele fria mal sente
o tocar das lagrimas que caem de meu olhos
Você partiu
inundou meu ser de dor
Agora veja como estou
Apenas mais uma rosa sobre o caixão
Em fim o funeral
Meu corpo que não passa de matéria podre
À de ser coberto com a terra fresca
Agora me pergunto se valeu a pena
pois eu sempre amei por nós dois
Você quebrou suas promessas você jurou
e hoje está me enterrando junto com elas não é
Eu vou enterrar também tudo de nós
os momentos, os segredos, as juras de amor
Mas eu volto
eu não quebrei a promessa
Te levo comigo
para a terra dos mortos.