Tudo que levo são os sonhos que carrego na mala
Um tênis velho, um jeans batido
Uma vontade reprimida e um violão nas costas
Os meus pensamentos confusos e a intuição
Carregando lembranças tolas na mochila
Pelo chão de terra vermelha
Feito cigana vou, andando vida a fora
Sem certeza de que lado andar
Seguindo leve, sem máscaras ou mentiras
Sem rumo vejo a noite chegar
Será que as estrelas e a lua vão iluminar
Meus passos pela noite nebulosa
Ouvindo ruídos estranhos
E as batidas do meu coração
Mas eu não quis voltar para casa
Já era tarde e eu adormecia
Sem saber se iria acordar
Sem querer nada
Senti sede, não encontrei nada
Queria comida mas estava sozinha na estrada
Senti fome, fome de vida
Eu quis muito fugir
Tanto que em minha própria fuga me perdi
A paisagem estranha, parecia vazia
Das escolhas ficaram as cicatrizes
Dançando estrada a fora
Mesmo perdida continuo a caminhar
Em busca da terra do nunca
Em busca do que eu sei que não vou encontrar
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