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terça-feira, 24 de abril de 2012

Impotência

Beirando o precipício da duvida,
Cansada de lutar por causas tolas,
Guerras de dentro de mim,
Me condene se for capaz,
por ir atrás do acredito
Se foi pouco, se não foi o suficiente
Eu lutei com unhas e dentes
Não sei mais como acreditar
Quando tudo desaba onde é seguro ficar
Eu tive em minhas mão
Mas agora não sei onde está
O reflexo no espelho me olha com tristeza
Os fantasmas do passado gritam impurezas
Me afogam em nostalgia
Será que vou poder seguir
Me agarrando em sentimentos que eu inventei
Que só vivem dentro de mim
Que me devoram ao poucos
Me deixando mais perdida,
Como num dia de neblina e chuva fria
Eu quis tentar, eu quis conseguir
Mas a impotência me consome
Não adianta chorar, gritar
Está tudo se perdendo no tempo
E como eu vou ficar, quando você também se for?
Tenho medo de acordar,
os pesadelos são mais seguros que a realidade
se a cada minuto estamos mais perto do fim
e se os sonhos não chegam mais
Tenho ânsia de vida, mas a vida passa
Enquanto eu pouco vivo,
Eu não quero acordar longe da sua vista
Já não sei por onde seguir,
cheia de medo e anseios
Queria você aqui
Olho e você não está
A impotência me consome
Pois só te encontro dentro de mim
está estampado na cara
Eu já perdi muito
Tenho medo de te perder também
E a impotência me consome .

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