Eu quis desistir de tudo
Até onde somos capazes de seguir?
Agarrados em devaneios
A fé vai até onde é possível acreditar
E quando acreditar não basta
Ultrapassando os limites da realidade
Eu senti sua presença
Mas é ilusão, perdida
O chão parece sumir de baixo de meus pés
E o buraco que existe dentro de mim
Nada pode preencher, tomado de angustias
Meu corpo se sente vencido
Me segurando em preces
Tentei colar os retalhos de dentro de mim
Eu quis fugir pra um lugar que não existe
Outra época, outra dimensão
Não sabendo por onde começar
Afugentada por minha mente doentia
Embriagada, em uma rua nublada, perdida nos becos
O silencio é perturbador, como o choro abafado em meu peito
Cansei de ser forte, queria gritar até a dor passar
Tirar tudo que esta aqui dentro
Mas sinto o vazio, perdendo controle
De todos os lados os delírios
me cercam
Travam batalhas e temo que vençam minha lucidez
Será que eu já posso enlouquecer em paz
A fé esta se acabando
Acenda uma vela, para salvar essa alma
Eu só quero que isso tudo acabe
As vozes não param gritam em minha mente
Não tenho mais um lugar para voltar
Acho que nunca tive
As coisa jamais voltam a ser como eram
E não importa o tamanho de sua dor
No desespero, a lamina percorre cega
O sangue jorra, lava a calçada
E é mais uma tristeza que acaba
Em carne viva, mas que vaga pela eternidade
inquieta, uma alma perturbada
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